A Academia Americana de Pediatria lançou novas orientações sobre a proteção da saúde mental das crianças em um mundo digital, enfatizando que é necessário mais do que limitar o tempo de tela. Especialistas, como a psicóloga Jessica Schleider, destacam que a responsabilidade não deve recair apenas sobre os pais, mas também sobre as empresas e a sociedade. A proposta visa promover mudanças sistêmicas que garantam um ambiente mais seguro e saudável para os jovens.
Jessica Schleider, psicóloga infantil e professora da Universidade Northwestern, elogiou as novas diretrizes, considerando-as um avanço necessário. Ela critica a sabedoria convencional que exige que os pais monitorizem cada movimento digital de seus filhos, afirmando que isso não é apenas impraticável, mas também pode ser invasivo para os adolescentes. Essa mudança de foco é vista como um passo positivo para abordar a saúde mental na era digital de maneira mais abrangente.
As novas recomendações podem levar a um debate mais amplo sobre a responsabilidade das plataformas digitais e da sociedade em geral na proteção da saúde mental das crianças. A proposta sugere que as empresas também devem assumir um papel ativo na criação de um ambiente digital mais seguro. Assim, espera-se que essas diretrizes impactem políticas futuras e a forma como a saúde mental infantil é abordada em todo o país.

