Novo exame do MEC pode restringir registro de formandos em Medicina

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) está considerando usar as notas do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) como critério para conceder registros profissionais aos formandos em Medicina. A proposta foi discutida em uma reunião do conselho, onde o presidente, José Hiram Gallo, mencionou que o registro de profissionais com notas insuficientes está sendo analisado pela assessoria jurídica. O Inep, responsável pela avaliação, ainda não se pronunciou sobre o pedido do CFM de acesso aos microdados do exame.

O Enamed revelou que cerca de um terço dos cursos de Medicina, principalmente os privados e municipais, apresentaram desempenhos insatisfatórios. Essa situação levanta preocupações sobre a qualidade do ensino nas faculdades de Medicina, que representam um mercado de R$ 30 bilhões anualmente apenas em mensalidades. A Associação Médica Brasileira defende a criação de um exame de proficiência, ressaltando que a medida visa garantir a boa prática da Medicina e a segurança dos pacientes.

Por outro lado, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior expressou receios sobre o uso punitivo do exame, afirmando que os estudantes não foram alertados sobre a necessidade de uma pontuação mínima para a proficiência. A discussão em torno do Enamed reflete um cenário de expansão desordenada dos cursos de Medicina, sugerindo que a proposta do CFM pode ter implicações significativas para o futuro da formação médica no país.

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