Novo livro analisa a relação histórica entre EUA e América Latina

Laura Ferreira
Tempo: 1 min.

O historiador Greg Grandin, em seu novo livro ‘America, America’, aborda as complexas relações dos Estados Unidos com a América Latina desde o final do século XVIII. A obra, que se estende por 758 páginas, revisita correspondências entre figuras históricas como Alexander Hamilton e Francisco de Miranda, revelando como os EUA se posicionaram como um modelo para as repúblicas sul-americanas.

Grandin argumenta que a Doutrina Monroe de 1823, que prometia proteção contra a interferência europeia, rapidamente se transformou em uma justificativa para a imposição e exploração dos recursos latino-americanos. O autor enfatiza que a militarização da política externa dos EUA, exemplificada pela intervenção na Venezuela durante a presidência de Donald Trump, não é uma exceção, mas sim uma continuidade de uma prática histórica de intervenções e colonizações.

A obra também reflete sobre como a identidade latino-americana foi moldada por um constante conflito entre aceitação e rejeição dos EUA. O antiamericanismo e o pró-americanismo, segundo Grandin, são expressões de países que buscam reconhecimento e igualdade, mas frequentemente se deparam com a imposição americana.

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