O impacto de ‘American Psycho’ na masculinidade moderna é debatido em nova montagem

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A nova adaptação musical de ‘American Psycho’ estreou no Almeida Theatre, trazendo à tona a narrativa sombria do niilismo yuppie dos anos 80. Com referências a figuras contemporâneas como Andrew Tate e Donald Trump, a produção busca refletir sobre a masculinidade moderna em um contexto marcado por comportamentos tóxicos e a cultura ‘incel’. O espetáculo, que inclui elementos macabros, provoca uma discussão crítica sobre esses temas.

No cenário do teatro, uma cena impactante exibe uma mão de machado ensanguentada em meio a manchas de sangue nas paredes brancas. Esse simbolismo forte é um recurso para explorar a violência e a superficialidade da vida contemporânea, ecoando a desumanização retratada no livro original. Ao mesmo tempo, a presença de um cartão de visita com o nome de Patrick Bateman reforça a conexão com a crítica social presente na obra, ligando passado e presente de maneira provocativa.

As implicações dessa produção vão além do entretenimento, trazendo à tona debates sobre a masculinidade e a normalização da violência no discurso atual. A montagem não apenas revive uma história clássica, mas também convida o público a refletir sobre as influências culturais que moldam comportamentos e atitudes na sociedade contemporânea. Com isso, ‘American Psycho’ se posiciona como um importante catalisador para a discussão de temas urgentes e relevantes.

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