O poder da localização no mercado imobiliário de São Paulo e Rio de Janeiro

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

No dinâmico mercado imobiliário brasileiro, a localização de um imóvel transcende a mera geografia. Em São Paulo, desenvolvedores têm reposicionado bairros tradicionalmente operários, como a Vila Leopoldina, enfatizando sua proximidade com áreas valorizadas, como o Alto de Pinheiros. Essa reconfiguração não se limita a São Paulo, mas também se observa no Rio de Janeiro, onde áreas adjacentes a bairros nobres se utilizam de associações estratégicas para aumentar seu apelo comercial.

O reposicionamento, que vai além das fronteiras administrativas, reflete uma tendência global no setor imobiliário. No Rio, por exemplo, áreas que não pertencem oficialmente ao Leblon frequentemente se apresentam como “Leblon próximo”, enquanto na Barra da Tijuca, empreendimentos distantes utilizam o nome do bairro para atrair consumidores em busca de um estilo de vida aspiracional. Essa prática demonstra como a narrativa em torno de um endereço pode ser um ativo de marketing decisivo.

Assim, a construção narrativa em torno da localização torna-se um fator crucial para a valorização de imóveis. Embora o nome oficial ainda desempenhe um papel importante, as estratégias de marketing moldam a percepção de valor de um imóvel, impactando diretamente seu preço final. Isso evidencia que, no mercado imobiliário, a história que um endereço conta pode ser tão valiosa quanto sua localização real.

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