Obesidade na juventude compromete saúde cerebral, afirma pesquisa

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Estudos recentes apontam que a obesidade na juventude tem efeitos prejudiciais à saúde cerebral, além das consequências físicas já conhecidas. Pesquisadores da Universidade do Arizona observaram que jovens adultos com sobrepeso apresentam marcadores bioquímicos associados a danos neuronais, normalmente observados em populações mais idosas. Essa condição sugere que os efeitos da obesidade podem se manifestar precocemente, impactando áreas da memória, atenção e controle emocional.

A pesquisa revela que o estilo de vida sedentário, caracterizado pelo uso excessivo de telas e falta de atividade física, pode remodelar o cérebro em desenvolvimento. A redução de nutrientes essenciais, como a colina, e o aumento de biomarcadores como o neurofilamento de cadeia leve estão atrelados a esses danos neuronais. Essa combinação de fatores indica que a saúde metabólica na juventude é crucial para a longevidade e qualidade de vida futura.

As descobertas ressaltam a necessidade de priorizar a saúde preventiva, abordando questões comportamentais relacionadas ao sedentarismo e à alimentação. Com a crescente preocupação sobre o impacto da obesidade na saúde pública, é imperativo que medidas sejam implementadas para promover hábitos saudáveis desde a infância. O cuidado com a saúde mental e física deve ser integrado à educação e à conscientização sobre os riscos associados ao sobrepeso na juventude.

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