A Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU alertou nesta segunda-feira (26) sobre uma série de naufrágios ocorridos em janeiro no Mediterrâneo, resultando em centenas de imigrantes desaparecidos ou mortos. O porta-voz da OIM, Jorge Galindo, destacou que, nas primeiras semanas de 2026, já foram relatadas diversas tragédias, incluindo três naufrágios que resultaram em 104 mortes confirmadas entre os dias 23 e 25 de janeiro.
A agência da ONU relatou que as embarcações, que partiram de locais como Líbia e Tunísia, enfrentaram condições climáticas adversas, dificultando as operações de busca e resgate. Dentre as vítimas identificadas, estavam duas meninas gêmeas que morreram de hipotermia em uma operação de resgate em Lampedusa, na Itália. Além disso, um sobrevivente informou sobre outra embarcação que desapareceu com 51 pessoas a bordo, levantando ainda mais preocupações sobre a segurança nas rotas migratórias.
A OIM enfatiza que a rota do Mediterrâneo Central continua a ser a mais letal do mundo, com 1.340 mortes registradas no ano anterior. Desde 2014, mais de 33.000 migrantes perderam a vida ou desapareceram nessa região, segundo dados da organização Missing Migrants. A situação atual não apenas destaca a urgência de ações humanitárias, mas também a necessidade de uma abordagem mais robusta para enfrentar a crise migratória na Europa.

