O Instituto Brasileiro de Responsabilidade Socioambiental, localizado em Volta Redonda, recebeu R$ 11,5 milhões em emendas da deputada Dani Cunha entre 2024 e 2025, com o propósito de atender 7.200 mulheres em situação de vulnerabilidade. Entretanto, uma investigação da Controladoria Geral da União (CGU) revelou que a entidade não possui a capacidade necessária para executar as atividades propostas, levando a questionamentos sobre a destinação dos recursos públicos.
Os dados coletados indicam que o modelo de repasse de emendas parlamentares para Organizações Não-Governamentais (ONGs) tem sido amplamente criticado, uma vez que muitas delas atuam apenas como intermediárias, sem funcionários ou sede adequada. O levantamento aponta que, em 2025, R$ 1,7 bilhão em emendas foram direcionados a entidades que não tinham condições de cumprir com os projetos para os quais foram contratadas, colocando em risco a eficácia dos investimentos sociais.
Diante das irregularidades, a CGU identificou um potencial prejuízo de R$ 493 mil relacionado a superfaturamento e inexecução de serviços. O cenário levanta preocupações sobre a transparência e a fiscalização dos recursos públicos no Brasil, especialmente à medida que novas investigações são conduzidas para melhorar a gestão das emendas parlamentares. A situação exige uma revisão das normas e procedimentos de repasse, assim como um fortalecimento da governança das ONGs envolvidas.

