ONU condena retirada de Trump de tratado climático como erro estratégico

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

Na última quinta-feira (8), Simon Stiell, chefe da ONU para o clima, expressou forte desaprovação em relação à decisão do presidente Donald Trump de retirar os Estados Unidos de um importante tratado climático. Stiell classificou a ação como um “gol contra colossal”, que, segundo ele, acarretará prejuízos significativos à economia e à segurança nacional. A decisão foi formalizada em um memorando presidencial emitido na quarta-feira, que abrange a retirada de 66 organizações e tratados, incluindo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima.

A medida de Trump foi criticada amplamente, não apenas por líderes mundiais, mas também por especialistas que argumentam que essa ação marginaliza os Estados Unidos no cenário global. O diretor do World Resources Institute, David Widawsky, apontou que a retirada representa um erro estratégico, eliminando vantagens competitivas sem garantir contrapartidas. Além disso, a vice-presidente-executiva da União Europeia, Teresa Ribera, ressaltou que a Casa Branca demonstra desinteresse pelas questões ambientais e sociais que envolvem a saúde das populações.

As implicações da decisão são profundas, com a possibilidade de um vácuo de liderança que pode ser explorado pela China, já que o país se posiciona como um líder em energias renováveis. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, crítico de Trump, alertou que essa ação compromete a capacidade dos EUA de competir na economia do futuro. A retirada também inclui a desfiliação de outros órgãos relevantes da ONU, indicando uma mudança significativa nas políticas externas e climáticas dos Estados Unidos sob a administração atual.

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