A OPEP+ anunciou a decisão de manter os níveis coletivos de produção de petróleo até o final de março de 2026, durante uma reunião breve liderada pela Arábia Saudita e Rússia. Este movimento visa estabilizar o mercado em meio a um excedente global e à expectativa de como a recente captura do líder venezuelano poderá afetar o fornecimento. A reunião, que durou menos de 10 minutos, não abordou a situação da Venezuela, apesar de sua relevância crescente.
Atualmente, a produção venezuelana de petróleo é de cerca de 800 mil barris por dia, representando menos de 1% do fornecimento global, mesmo com as maiores reservas do mundo. Analistas estimam que, se as sanções forem levantadas, a produção poderia aumentar em até 150 mil barris em alguns meses. No entanto, a recuperação total da infraestrutura do país exigirá investimentos substanciais e reformas significativas, o que pode levar anos.
A OPEP+ já havia acordado restaurar parte da produção interrompida nos últimos anos, mas os volumes adicionados têm sido inferiores ao esperado. Com os contratos futuros de petróleo apresentando queda significativa, a situação no mercado global permanece tensa, e as decisões futuras do grupo deverão considerar as complexidades do fornecimento venezuelano e as dinâmicas de oferta e demanda.

