Operação da PF investiga executivos do Rioprevidência por irregularidades financeiras

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Na última sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, a Polícia Federal deflagrou a Operação Barco de Papel, visando executivos do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, conhecido como Rioprevidência. Os diretores e o presidente da instituição estão sob suspeita de envolvimento em operações financeiras irregulares que podem chegar a quase R$ 1 bilhão com o Banco Master, uma instituição em crise e em processo de liquidação extrajudicial pelo Banco Central.

Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, um deles na residência do presidente do Rioprevidência. A ação resultou na apreensão de diversos bens, incluindo um veículo de luxo, dinheiro em espécie e documentos relevantes. Embora o presidente não tenha sido encontrado, a instituição alegou que ele estava em férias programadas desde 2025, levantando questões sobre a transparência e a responsabilidade de seus diretores durante a investigação.

As investigações apontam que o Rioprevidência aplicou cerca de R$ 970 milhões no Banco Master entre novembro de 2023 e julho de 2024, o que pode ter colocado em risco o patrimônio de 235 mil servidores estaduais e seus dependentes. As alegações de gestão fraudulenta, desvio de recursos e outros crimes geram preocupação sobre a segurança dos investimentos e a confiança na administração pública, enquanto o Rioprevidência defende sua legalidade nas operações e assegura que não há atrasos nos pagamentos aos beneficiários.

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