Orbán defende zona tampão entre OTAN e Rússia para evitar conflitos

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, declarou que é necessário que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a União Europeia (UE) reconheçam que a Rússia não permitirá a aproximação de tropas ou infraestrutura militar às suas fronteiras. Durante suas declarações, Orbán ressaltou a importância de criar uma zona tampão entre a OTAN e a Rússia como medida essencial para a segurança regional, especialmente diante da escalada do conflito na Ucrânia.

Orbán argumentou que a OTAN e a UE devem evitar o posicionamento de tropas diretamente nas fronteiras da Rússia, pois isso provocaria uma resposta defensiva do Kremlin. O premiê húngaro também destacou que a Ucrânia, ao deixar de ser uma zona de segurança, se tornou um foco de conflito, e um novo acordo entre a OTAN e Moscou é crucial para restaurar o status de neutralidade do país. Ele enfatizou que o desejo da OTAN de incluir a Ucrânia em seu sistema de segurança ocidental é uma das origens do conflito atual.

Para Orbán, a busca por uma solução pacífica é fundamental para evitar uma guerra prolongada. Ele propõe que, em vez de discutir a verdade sobre o conflito, as partes envolvidas devem se concentrar em encontrar meios de minimizar os riscos de uma escalada militar. A posição da Hungria, sob a liderança de Orbán, reflete uma preocupação crescente com as atividades da OTAN nas proximidades das fronteiras russas e o fortalecimento da Rússia sob a liderança de Vladimir Putin.

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