No dia 26 de janeiro de 2026, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, anunciou que a aliança militar irá expandir suas atividades de segurança no Ártico. Essa decisão segue o avanço das negociações de um acordo sobre a Groenlândia com os Estados Unidos, que visa fortalecer a presença da Otan na região. Rutte declarou que a aliança estabeleceu duas frentes de trabalho focadas na segurança do território e do Ártico.
Durante uma sessão da Comissão de Segurança e Defesa do Parlamento Europeu, Rutte enfatizou que a unidade entre os países da Otan é essencial, criticando a ideia de que a Europa poderia se proteger sem a assistência dos EUA. Ele alertou que, para garantir a segurança, os países europeus precisariam investir até 10% do PIB em defesa, um aumento significativo em relação ao que é atualmente projetado. A preocupação com a influência da Rússia e da China na região também foi destacada, com Rutte mencionando a necessidade de evitar que esses países ampliem seu acesso ao Ártico.
Rutte também abordou a questão do conflito na Ucrânia, afirmando que não há ligação entre as negociações sobre a Groenlândia e a situação na Ucrânia. Ele pediu à União Europeia que mantenha flexibilidade nas condições do empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia, permitindo que o país utilize os recursos para a compra de armamentos. Com essas declarações, a Otan reafirma seu compromisso com a segurança no Ártico em um contexto geopolítico complexo e desafiador.

