Otan garante prontidão após ameaças dos EUA sobre a Groenlândia

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Nesta sexta-feira, 9 de janeiro, o chefe militar da Otan, general Alexus Grynkewich, declarou que a aliança está ‘longe’ de enfrentar uma crise, em meio às recentes ameaças dos Estados Unidos sobre a Groenlândia, um território dinamarquês. Segundo Grynkewich, essas ameaças não impactaram seu trabalho, e a Otan continua pronta para defender seus membros. A Dinamarca, que mantém a soberania sobre a Groenlândia, já expressou inquietação com a situação.

A Groenlândia, uma ilha autônoma sob a Dinamarca, tornou-se foco de atenção após o presidente dos EUA, Donald Trump, insistir na possibilidade de adquirir o território para reforçar a segurança americana frente a desafios da China e da Rússia. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, advertiu que qualquer ação militar contra um membro da Otan seria catastrófica para a aliança. A posição da Dinamarca conta com o apoio de outros países europeus, como Itália, França e Alemanha, que também veem a situação como uma ameaça à integridade da Otan.

As declarações de Trump e as preocupações levantadas refletem um clima de tensão crescente entre os EUA e seus aliados europeus, especialmente em relação à segurança coletiva. Enquanto Grynkewich tenta tranquilizar os membros da aliança, a possibilidade de uma ação militar dos EUA sobre a Groenlândia continua a gerar incertezas. As repercussões dessa situação poderão moldar as relações futuras entre os países da Otan e os Estados Unidos, levantando questões sobre a coesão da aliança.

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