Ouro atinge recorde de US$ 4.700 impulsionado por tensões comerciais

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O preço do ouro registrou uma alta significativa de 3,71% nesta terça-feira, 20, alcançando a marca histórica de US$ 4.765,80 a onça-troy. O crescimento é atribuído às tensões comerciais crescentes entre os Estados Unidos e a União Europeia, especialmente em relação à Groenlândia, que tem levado investidores a buscar ativos mais seguros. Essa situação também resultou na desvalorização do dólar, tornando os metais preciosos mais acessíveis a detentores de outras moedas.

Na bolsa de Nova York, o aumento na procura pelo ouro é evidenciado pelos fluxos de entrada substanciais em fundos de índice (ETFs), que somaram mais de 800 toneladas no último ano, de acordo com dados do Conselho Mundial do Ouro. O Commerzbank aponta que essa tendência é uma resposta à perda de confiança no dólar como ativo seguro, com o ouro sendo visto como uma escolha imune à influência política. Além disso, o ETF de ouro mais importante do mundo registrou um aumento de 11 toneladas em suas reservas na última sexta-feira.

Enquanto isso, o cenário geopolítico permanece volátil, com o fundo de pensão da Dinamarca anunciando a venda de títulos do Tesouro dos EUA, citando preocupações com a fragilidade das finanças do governo americano. A prata, em contraste, tem apresentado saídas de capital de ETFs desde o começo do ano, indicando uma realização de lucros. As movimentações no mercado de metais preciosos refletem uma busca contínua por segurança em meio a incertezas econômicas e políticas.

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