Panamá anula concessão de portos à empresa de Hong Kong em meio a tensões globais

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Na quinta-feira, 29 de janeiro, a Suprema Corte do Panamá revogou a concessão da empresa CK Hutchison, com sede em Hong Kong, para operar dois portos no Canal do Panamá. A decisão gerou reações negativas tanto da companhia quanto do governo chinês, que se comprometeu a defender os interesses de suas empresas. Essa anulação ocorre em um cenário de crescente tensão entre os Estados Unidos e a China sobre o controle e a administração da importante rota comercial.

A revogação foi motivada por alegações de irregularidades e inconstitucionalidades na concessão, que datava de 1997 e foi renovada em 2021. A Controladoria-Geral do Panamá, que solicitou a anulação, argumentou que o contrato era prejudicial aos interesses nacionais. A decisão da Suprema Corte foi recebida com preocupação pela CK Hutchison, que alertou sobre os riscos para a estabilidade econômica de milhares de famílias panamenhas que dependem de suas operações.

As repercussões desse caso podem ser significativas, especialmente em um contexto em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações sobre a necessidade de recuperar o controle sobre o Canal do Panamá. O Panamá, por sua vez, planeja investimentos substanciais na expansão de sua infraestrutura portuária, em meio às pressões das potências globais. A situação ressalta a complexidade das relações comerciais e políticas na região e suas implicações para o futuro do comércio marítimo mundial.

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