O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, declarou na última sexta-feira (30) que a APM Terminals Panama, ligada ao grupo holandês AP Moller-Maersk, será responsável temporariamente pela administração de dois portos no Canal do Panamá. Essa decisão se segue a uma determinação da Suprema Corte do país que considerou inconstitucional o contrato de concessão anteriormente firmado com a Panama Ports Company, que pertence ao conglomerado CK Hutchison, de Hong Kong.
A decisão judicial foi recebida com entusiasmo nos Estados Unidos, que veem a medida como uma forma de reduzir a influência chinesa na região e, assim, fortalecer a segurança local. O presidente Mulino ressaltou que a gestão temporária da APM Terminals só será efetivada após a confirmação definitiva da decisão da Suprema Corte, até que um novo contrato de concessão seja estabelecido.
Em resposta, o governo chinês anunciou que tomará as medidas necessárias para proteger os direitos e interesses das empresas chinesas afetadas. Enquanto isso, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, elogiou a decisão, afirmando que ela reforça a confiança e a segurança na região estratégica do Canal do Panamá.

