Em uma análise contundente da política internacional, o papa Leão XIV criticou em 9 de janeiro o crescente fervor bélico que permeia as relações entre nações. Durante os seus votos de Ano Novo ao corpo diplomático, ele lamentou a mobilização de uma ‘diplomacia da força’, que se afasta do diálogo e ameaça a ordem estabelecida após a Segunda Guerra Mundial. O papa enfatizou que a busca pela paz não deve ser substituída pela força das armas, refletindo uma preocupação global crescente.
O discurso do papa abordou os conflitos em andamento, incluindo a guerra entre Ucrânia e Rússia e a situação na Faixa de Gaza, além de mencionar a tensão no Mar do Caribe relacionada à Venezuela. Ele também expressou inquietação com a possível tomada de controle da Groenlândia pelos Estados Unidos, uma questão que poderia impactar a integridade da OTAN. Na ocasião, Leão XIV pediu respeito pela vontade do povo venezuelano e a proteção dos direitos humanos em meio a esse clima de instabilidade.
Além das críticas à guerra, o papa abordou a violência na Cisjordânia, apoiando a criação de um Estado palestino e denunciando os ataques contra civis palestinos. Sua declaração sublinha a intensidade das violações de direitos humanos atuais, especialmente em relação à liberdade religiosa e à perseguição aos cristãos. Com suas palavras, Leão XIV reafirmou a posição da Santa Sé em defesa da paz e da dignidade humana em tempos de crescente conflito.

