Papa Leão XIV encerra Jubileu com clamor por paz e crítica à economia global

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Nesta terça-feira, 6 de janeiro, o papa Leão XIV fechou a Porta Santa da Basílica de São Pedro, no Vaticano, marcando o fim do Jubileu católico de 2025. O evento, que atraiu mais de 33 milhões de peregrinos a Roma, ocorreu em um contexto de luto pela morte do papa Francisco, que faleceu em abril do ano passado. A cerimônia foi realizada com uma oração de agradecimento, proferida por Robert Prevost, às 9h41, horário local.

O Jubileu, iniciado por Francisco na véspera de Natal de 2024, simbolizou um período de indulgência e renovação espiritual para os fiéis. Durante a homilia da Missa da Epifania, Leão XIV ressaltou a importância de recomeçar, citando a necessidade de resgatar a humanidade de diversas formas de escravidão. O papa também chamou a atenção para os desafios que jovens e idosos enfrentam, enfatizando a misericórdia divina nas vidas das pessoas.

Além das reflexões espirituais, o papa fez um contundente apelo pela paz, denunciando as distorções do sistema econômico atual. Ele alertou sobre a maneira como o mercado transforma necessidades humanas em oportunidades de lucro, pedindo aos fiéis que resistam às seduções do poder. Sua mensagem reforçou a necessidade de proteger os valores sagrados e a fragilidade da vida, convocando todos a uma busca coletiva pela justiça e compaixão.

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