Paris Hilton defende lei contra abusos de IA e relembra trauma pessoal

Camila Pires
Tempo: 2 min.

Paris Hilton se manifestou em frente ao Capitólio dos Estados Unidos, onde apoiou a criação da Lei de Imagens Falsificadas Explícitas e Edições Não Consentidas, conhecida como Lei Defiance. Durante o evento, ela compartilhou sua experiência pessoal ao lembrar do vazamento de um vídeo íntimo aos 19 anos, um episódio que a marcou profundamente e que ela descreveu como um abuso. A legislação, se aprovada, permitirá que vítimas de conteúdo sexual gerado por inteligência artificial tomem medidas legais contra os responsáveis pela criação e distribuição desse material.

A socialite destacou que o episódio, que ocorreu em 2004, não deveria ser tratado como um escândalo, mas sim como uma grave violação de seus direitos. Em seu discurso, Hilton expressou a falta de proteção legal na época, enfatizando que a internet era uma novidade e que não havia vocabulário para descrever o que havia acontecido com ela. Ela alertou que as consequências desse tipo de abuso não são apenas pessoais, mas também sociais, refletindo a desumanização das vítimas em situações semelhantes.

A proposta da Lei Defiance surge em um contexto de crescente preocupação com a disseminação de imagens manipuladas por inteligência artificial, algo que Hilton considera uma epidemia que afeta milhões de mulheres. Com o avanço das tecnologias, ela enfatizou que a proteção legal é mais necessária do que nunca, pois a vulnerabilidade das vítimas é ampliada. A legislação proposta busca não apenas coibir esses abusos, mas também criar um ambiente mais seguro para todos na era digital.

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