Parlamento Europeu rejeita moção de censura contra Ursula von der Leyen

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Na quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, o Parlamento Europeu decidiu rejeitar uma moção de censura proposta pelo grupo Patriotas pela Europa contra a Comissão Europeia, com 165 votos a favor e 390 contra. Esta votação é significativa, pois ocorre em um contexto de crescente controvérsia em torno do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, aprovado pelos Estados-Membros em 9 de janeiro e assinado no Paraguai em 17 de janeiro.

A moção de censura foi a quarta tentativa de contestar a presidência de Ursula von der Leyen nos últimos seis meses, refletindo a polarização política dentro do Parlamento Europeu. Segundo o Regimento Interno, uma moção de censura pode ser apresentada por um décimo dos membros do Parlamento, que atualmente equivale a 72 eurodeputados, e requer uma maioria de dois terços para ser aprovada, o que não ocorreu nesta ocasião.

A rejeição da moção pode ter implicações significativas para a continuidade das negociações sobre o acordo UE-Mercosul, que enfrenta críticas de diversos setores. À medida que as discussões sobre este tratado avançam, a posição de von der Leyen e da Comissão Europeia poderá ser desafiada novamente, especialmente diante de preocupações sobre questões democráticas e ambientais levantadas por alguns Estados-Membros, como a França.

Compartilhe esta notícia