A Confederação Nacional da Indústria (CNI) está atenta à solicitação do Parlamento Europeu ao Tribunal de Justiça da União Europeia, que busca um parecer jurídico sobre o acordo Mercosul-União Europeia. Esta decisão pode retardar a ratificação do tratado, mas a CNI ressalta que se trata de um procedimento já esperado no ordenamento jurídico do bloco. A votação que gerou a consulta não indica uma aprovação ou rejeição do acordo, mas é uma etapa do processo prévio à ratificação.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, declarou que o acordo Mercosul-UE é estratégico e maduro, com impactos positivos esperados sobre emprego e produção. Ele enfatizou a importância de finalizar esse processo para promover uma integração econômica mais profunda entre as regiões. A entidade acredita que o tratado não apenas facilitará a redução de tarifas, mas também abordará questões de desenvolvimento sustentável e facilitação do comércio, aumentando a competitividade da indústria brasileira.
Além disso, a CNI aponta que o acordo possui significativos impactos econômicos e sociais. Somente em 2024, estima-se que cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para a UE gerará 21,8 mil empregos e movimentará bilhões em produção e massa salarial. Fontes do governo brasileiro acreditam que a Comissão Europeia pode aprovar uma vigência temporária para o acordo, permitindo que o Executivo encaminhe o texto ao Congresso Nacional em breve para conclusão do processo de internalização.

