No dia 21 de janeiro, o Parlamento Europeu decidirá se recorrerá à Justiça europeia para contestar o acordo de livre comércio com o Mercosul. A votação ocorre em meio a crescentes preocupações entre agricultores e pecuaristas europeus, que se opõem ao tratado, e foi promovida por aproximadamente 150 eurodeputados de diversas correntes políticas.
A proposta de contestação, que será levada ao Tribunal de Justiça da União Europeia, é considerada uma fase crucial no processo de análise do acordo. Embora uma fonte parlamentar acredite que a moção possa ser rejeitada, a possibilidade de um resultado mais apertado do que o esperado gera incertezas sobre o futuro do tratado. A resistência à aprovação se intensifica, especialmente em países como a França, onde há forte mobilização contra a importação de produtos agrícolas sul-americanos.
Caso o Parlamento decida pela contestação, isso poderá atrasar a ratificação do acordo em vários meses, embora não impeça uma aplicação provisória. O tratado, que favorece a exportação de produtos da UE para o Mercosul e vice-versa, ainda precisa da aprovação dos 27 Estados-membros antes de entrar em vigor. Assim, a decisão do Parlamento pode ter repercussões significativas sobre as relações comerciais entre a União Europeia e os países do Mercosul.

