O partido respaldado pela junta militar de Mianmar, o Partido da União e Solidariedade (USDP), declarou uma vitória significativa nas eleições gerais, as primeiras desde o golpe de 2021. De acordo com a mídia estatal, o resultado foi amplamente antecipado após um processo eleitoral restrito, marcado por repressão e um ambiente de guerra civil, e revelou que o USDP conquistou 232 dos 263 assentos disponíveis na câmara baixa e 109 dos 157 assentos na câmara alta.
Organizações de direitos humanos e representantes de alguns países ocidentais expressaram suas preocupações sobre a legitimidade do pleito, denunciando-o como uma farsa. As eleições ocorreram em um clima de intensa repressão política, o que levantou questões sobre a liberdade e a justiça do processo eleitoral. A crítica generalizada aponta que a votação não reflete a vontade do povo de Mianmar, que continua a enfrentar desafios significativos sob o regime militar.
As implicações desse resultado são profundas, pois consolidam o controle da junta sobre o país, dificultando a transição para um governo democrático. O cenário político permanece tenso, com a possibilidade de que a resistência civil continue a crescer em resposta à repressão e à falta de legitimidade do governo. Assim, a situação em Mianmar exige atenção contínua da comunidade internacional e um compromisso com a defesa dos direitos humanos.

