Pastor é destituído após críticas a aluguel de espaço da igreja

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

O pastor Samuel Câmara, presidente da Convenção das Assembleias de Deus no Brasil, anunciou a remoção de Marcelo Campelo da liderança da tradicional congregação AD Doca, em Belém, Pará. Essa decisão foi motivada por críticas feitas por Campelo durante a COP30, onde ele questionou o aluguel do espaço da igreja para o evento, gerando descontentamento entre os evangélicos. Em um vídeo, Campelo relatou que foi informado da decisão em uma ligação de Câmara, sem oportunidade de discutir a situação.

Após a remoção, Campelo expressou sua indignação sobre a forma como foi tratado, afirmando que sua saída não se deve a má conduta, mas a seu posicionamento em relação à questão do aluguel. Ele descreveu a ação como uma forma de ditadura dentro da igreja, ressaltando a urgência com que Câmara afirmou agir em obediência a uma suposta ordem divina. A situação levou a protestos entre alguns fiéis presentes durante o discurso de Câmara, que tentava justificar a decisão.

As repercussões dessa decisão podem impactar a dinâmica interna da Convenção das Assembleias de Deus e provocam debates sobre a liberdade de expressão dentro das instituições religiosas. A crítica de Campelo à administração da igreja pode ressoar entre outros líderes religiosos, levando a um possível movimento de contestação. Este episódio destaca também a tensão entre a hierarquia e a autonomia individual dentro das igrejas evangélicas brasileiras.

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