Os preços do petróleo apresentaram uma alta significativa nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, em um cenário marcado por dúvidas sobre a possibilidade de empresas americanas explorarem as vastas reservas de petróleo da Venezuela, após a deposição do presidente Nicolás Maduro. O preço do barril de Brent subiu 1,66%, alcançando 61,76 dólares, enquanto o West Texas Intermediate registrou um aumento de 1,74%, atingindo 58,32 dólares. A declaração do presidente americano, que autorizou a exploração, não foi suficiente para dissipar as incertezas.
A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, com mais de 303 bilhões de barris, segundo a Opep. Contudo, a produção diária é baixa, em torno de um milhão de barris, devido a infraestruturas deterioradas e ao tipo de petróleo produzido, que é difícil de refinar. Especialistas indicam que, mesmo com a autorização para exploração, as empresas americanas devem agir com cautela em razão dos problemas políticos e de segurança no país, o que pode desencorajar investimentos significativos.
Os analistas também alertam que um aumento na produção poderia levar a uma queda nos preços do petróleo, afetando a lucratividade das empresas. A expectativa de superávit de oferta no mercado, em decorrência de aumentos na produção por parte de grandes produtores, também contribui para a pressão sobre os preços. Além disso, a movimentação de navios sancionados que abandonaram as águas venezuelanas após a captura de Maduro sugere complicações adicionais no comércio de petróleo do país.

