Petróleo inicia semana em queda após captura de Maduro na Venezuela

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

No último domingo, 3 de janeiro de 2026, após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, os preços do petróleo registraram uma queda significativa nas negociações. O barril de petróleo bruto dos EUA (WTI) caiu 0,62%, atingindo US$ 56,97, enquanto o Brent, referência global, recuou 0,48%, para US$ 60,47. A ação militar dos EUA destaca a intenção de influenciar o setor petrolífero da Venezuela, que, embora não seja um dos maiores produtores, tem um papel crucial no mercado global.

O presidente dos Estados Unidos, em coletiva, apontou que o investimento no petróleo venezuelano é um dos objetivos principais da operação que resultou na captura de Maduro. Especialistas alertam que, mesmo com a Venezuela não figurando entre os 20 maiores produtores, um aumento persistente nos preços do petróleo pode pressionar as economias e trazer incertezas para os mercados financeiros. A captura de Maduro pode intensificar a aversão ao risco, especialmente nos mercados asiáticos, onde o aumento do preço do petróleo e a instabilidade geopolítica são preocupações centrais.

Apesar das tensões elevadas, analistas acreditam que a situação não deve resultar em um choque de petróleo duradouro, considerando que o impacto pode ser de curta duração. O CEO de uma empresa de gestão de ativos em Singapura comentou que, embora a captura de Maduro gere um sentimento de aversão ao risco, a resiliência dos mercados deve ser testada. O cenário atual sublinha a interconexão entre eventos geopolíticos e a volatilidade dos preços das commodities no cenário econômico global.

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