A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu arquivar o pedido de afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, da relatoria da investigação sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet e datada de 15 de janeiro, a decisão se fundamenta na ausência de elementos que comprovem a necessidade de afastamento do ministro diante das alegações feitas por parlamentares da oposição.
Os deputados federais que protocolaram a representação questionavam a imparcialidade de Toffoli, citando uma viagem do ministro a Lima, no Peru, onde ele teria aceitado carona em um jatinho de um empresário próximo a um dos investigados. Gonet ressaltou que os fatos já estão sob análise do STF, com a supervisão contínua da PGR, o que reforçou a decisão de arquivar o pedido de afastamento, visto que não haveria novas providências a serem tomadas por ora.
A decisão da PGR surge em um momento de crescente desconforto em relação à condução das investigações por Toffoli, que tem gerado críticas na esfera pública e incômodos entre alguns membros do STF. Além do pedido arquivado, outras representações semelhantes foram apresentadas, refletindo um cenário de tensão em torno da atuação do Supremo em casos que envolvem figuras com foro privilegiado. O senador Eduardo Girão também encaminhou uma representação à PGR, clamando por uma manifestação formal sobre a questão.

