Em 2024, o PL alocou R$ 16,2 milhões para sua ala feminina, uma quantia que quase dobra o montante gasto pelo PT, que foi de R$ 8,3 milhões. Esse investimento visa aumentar a visibilidade da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em eventos eleitorais, enquanto ela se licencia por questões de saúde. Os gastos do PL foram amplamente direcionados a eventos promocionais e logística, destacando o papel de Michelle como figura central na estratégia de campanha do partido.
A maior parte dos recursos foi empregada em uma série de eventos em diferentes estados, incluindo o “Encontro do PL Mulher”, que busca fortalecer laços com o público evangélico. O PL também investiu em passagens aéreas, totalizando R$ 1,8 milhão, um aumento significativo em relação a anos anteriores. Essa movimentação financeira reflete a tentativa do partido de expandir sua base de apoio, especialmente entre as mulheres e o eleitorado evangélico, enquanto Michelle se destaca em pesquisas de intenção de voto.
Entretanto, a ascensão de Michelle no cenário político não ocorre sem conflitos internos. A disputa por espaço e protagonismo dentro da família Bolsonaro se acirrou, culminando em atritos sobre alianças políticas e candidaturas. Apesar do forte investimento e da popularidade crescente, a ex-primeira-dama enfrentou desafios que a levaram a se afastar temporariamente da agenda pública, revelando as tensões que permeiam a dinâmica familiar e política do PL.

