A restauração de um afresco na Basílica de San Lorenzo in Lucina, em Roma, gerou controvérsia ao ser associada à figura da primeira-ministra Giorgia Meloni. O afresco, que retrata um anjo segurando um pergaminho com o mapa da Itália, foi restaurado por Bruno Valentinetti, que é também seu autor original. A semelhança foi reconhecida até pelo reitor da basílica, Daniele Micheletti, levantando questões sobre a fidelidade da restauração.
Partidos de oposição acusam a intervenção de violar o Código dos Bens Culturais, que proíbe alterações em obras tombadas. A líder do Partido Democrático, Irene Manzi, expressou preocupação sobre o uso da arte como ferramenta de propaganda. A Diocese de Roma afirmou estar investigando a situação e desconhecia as intenções do restaurador, que defendeu seu trabalho como fiel ao original de 25 anos atrás.
Enquanto isso, Meloni brincou com a polêmica em suas redes sociais, afirmando que não se parece com um anjo. A situação está gerando discussões significativas sobre a preservação do patrimônio cultural e os limites da criatividade artística. O Ministério da Cultura prometeu inspeções para averiguar a questão, destacando a relevância do caso para a gestão do patrimônio artístico na Itália.

