A Polícia Federal do Brasil utiliza métodos avançados para acessar dados de celulares bloqueados ou desligados durante investigações, superando limitações enfrentadas por polícias estaduais. Essa técnica permite extrair informações completas de dispositivos apreendidos, mesmo na ausência de comunicação ativa, um desafio considerável na coleta de evidências. O processo inicia-se com a colocação dos aparelhos em uma ‘gaiola de Faraday’, que isola o celular de qualquer rede externa, evitando que informações sejam deletadas remotamente.
Após garantir o isolamento, os peritos da PF ligam os celulares e aplicam ferramentas específicas para a extração dos dados armazenados. A tecnologia utilizada copia integralmente todas as informações disponíveis, incluindo mensagens, imagens e registros de aplicativos, independentemente da relevância para a investigação inicial. Essa abordagem destaca a importância dos celulares como fontes de evidências em investigações contemporâneas, especialmente em casos que envolvem pessoas de destaque na sociedade.
Os dados extraídos são então analisados em conformidade com as diretrizes judiciais, assegurando que o uso da informação respeite os limites legais. Essa capacidade técnica da Polícia Federal tem gerado preocupações em relação à privacidade e à segurança das informações, especialmente em operações que envolvem figuras públicas. No entanto, o acesso abrangente aos conteúdos dos celulares confirma sua relevância como uma ferramenta crucial nas investigações da atualidade.

