A polícia de Teerã declarou, nesta sexta-feira, que a ordem foi restabelecida após dias de intensos protestos contra o regime dos aiatolás. Os distúrbios, que começaram em 28 de dezembro, foram motivados por uma crescente crise econômica no país. O chefe das forças de segurança, Ahmad-Reza Radan, atribuiu a contenção dos protestos à cooperação entre a população e a polícia.
Radan enfatizou que essa colaboração foi decisiva para a eficácia das operações de segurança e descreveu o envolvimento do povo como o “segredo da vitória”. A agência de notícias Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, informou que cerca de três mil pessoas foram presas, classificando-as como membros de grupos terroristas. Entretanto, a organização de direitos humanos Hrana contestou esse número, alegando que mais de 19 mil indivíduos foram detidos durante os confrontos.
Além das prisões, relatos de familiares de manifestantes mortos indicam que as autoridades estão exigindo quantias elevadas para a liberação dos corpos para sepultamento. Essas exigências financeiras, que podem chegar a US$ 7 mil, têm gerado indignação entre os parentes das vítimas. A situação no Irã continua tensa, com preocupações sobre os direitos humanos e a liberdade de expressão no país.

