Polilaminina: nova esperança para lesões na medula espinhal no Brasil

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram um novo medicamento experimental, polilaminina, a partir de moléculas encontradas na placenta, com o potencial de recuperar movimentos em pacientes com lesões na medula espinhal. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de estudos clínicos para determinar a segurança e eficácia do tratamento, que já demonstrou resultados encorajadores em testes iniciais realizados com seis pacientes.

A pesquisa é liderada pela bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, que investiga a laminina há 25 anos. Os testes preliminares mostraram que cinco dos seis pacientes testados apresentaram recuperação parcial de força e mobilidade. Entre eles, destaca-se o caso de um jovem que, após um acidente de trânsito, conseguiu recuperar movimentos significativos após receber o fármaco nas primeiras 24 horas do trauma, gerando grande expectativa na comunidade científica e entre pacientes.

Apesar do otimismo, especialistas alertam para a necessidade de cautela, já que o medicamento precisa passar por rigorosos testes clínicos para confirmar sua eficácia e segurança. A polilaminina precisa demonstrar que é segura e eficaz em um contexto controlado, e há preocupação com a janela de aplicação para que os resultados sejam positivos. Com a judicialização do acesso ao medicamento, a história da polilaminina ainda está em desenvolvimento, refletindo a complexidade da pesquisa médica e a busca por soluções para lesões de medula espinhal.

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