Os preços de imóveis no Brasil encerraram 2025 com um crescimento de 6,52%, segundo o Índice FipeZAP. Este aumento, que representa a segunda maior variação em 11 anos, ocorreu mesmo com a alta taxa de juros ao longo do ano. O resultado indica uma resiliência significativa do mercado imobiliário, superando a inflação, que foi estimada em 4,18% até novembro.
Apesar de uma desaceleração nos preços em dezembro, onde a alta foi de 0,28%, a valorização se manteve robusta em 44 das 56 cidades monitoradas. A economista Paula Reis, do Grupo OLX, aponta que o mercado de trabalho e o crescimento do PIB, previsto em 2,3%, contribuíram para a demanda por imóveis. A tendência mostra um movimento de ajuste após dois anos de forte valorização, mas não sinaliza uma reversão de tendência no setor.
Para 2026, as perspectivas indicam que o mercado imobiliário continuará valorizando, embora em um ritmo mais moderado. A expectativa é de que a taxa de juros comece a cair no segundo semestre, o que pode impactar positivamente os financiamentos. A introdução de um novo modelo de crédito imobiliário pelo Banco Central também pode trazer mudanças significativas no setor nos próximos anos.

