Os contratos futuros de gás natural nos Estados Unidos enfrentam uma queda significativa nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, após uma alta acentuada provocada por uma intensa onda de frio. A realização de lucros, somada a sinais de recuperação na produção e ao arrefecimento da demanda, contribui para essa diminuição. No horário indicado, os contratos para entrega em fevereiro caíam 7,19%, refletindo uma correção do mercado.
Os dados mostram que a produção de gás natural dos EUA atingiu mínimas de dois anos após a onda de frio congelar poços e dutos em estados como Louisiana, Texas e Dakota do Norte. Apesar do impacto inicial, há indícios de normalização da produção, com a Bacia do Permiano reportando um aumento de 11% na produção diária. Essa recuperação, se confirmada, pode levar a uma estabilização nos preços do gás natural no curto prazo.
Além das implicações para o mercado interno, a redução na oferta de gás natural afeta o mercado europeu, que já enfrenta dificuldades com estoques abaixo de 45% da capacidade. As interrupções na produção e a queda nas exportações de gás natural liquefeito (GNL) dos EUA podem complicar ainda mais a situação na Europa, onde o risco de escassez aumenta conforme a temporada de aquecimento avança.

