O prefeito de Budapeste, Gergely Karácsony, foi acusado pela promotoria húngara após ter instado a população a se manifestar contra a proibição do evento Pride, imposta pelo governo de Viktor Orbán. A convocação ocorreu em junho e resultou em uma marcha que reuniu centenas de milhares de pessoas, desafiando a legislação do partido Fidesz, que alega proteger crianças. Essa mobilização atraiu a atenção internacional e destacou as tensões sociais na Hungria.
O partido Fidesz, liderado pelo primeiro-ministro Orbán, justificou a proibição do Pride com a necessidade de proteger menores, uma medida que gerou forte crítica tanto dentro quanto fora do país. A resposta popular à convocação de Karácsony, que é reconhecido por suas posições progressistas, sinaliza um descontentamento crescente com as políticas do governo. A manifestação de junho não apenas desafiou a proibição, mas também se tornou um símbolo de resistência em defesa dos direitos LGBTQ+ na Hungria.
As acusações contra Karácsony podem ter implicações significativas para o futuro político do prefeito e para o movimento pelos direitos civis no país. O caso ressalta um conflito mais amplo entre as autoridades governamentais e ativistas dos direitos humanos, refletindo um clima de polarização social. Caso a situação não se resolva, pode haver um aumento da pressão sobre o governo de Orbán, que já enfrenta críticas internacionais por suas políticas conservadoras.

