O prefeito de Itabuna, Augusto Castro, oficializou sua adesão a um movimento que reúne lideranças dos produtores de cacau do Sul da Bahia, visando enfrentar a crise que afeta o setor. A combinação da queda drástica nos preços internacionais da amêndoa com a importação de 10 mil toneladas de cacau da África por indústrias de Ilhéus destaca a urgência da situação. O debate também envolve o regime de Drawback e a segurança fitossanitária da região.
As preocupações principais giram em torno da Instrução Normativa nº 125, editada pelo Ministério da Agricultura em 2021. A norma, segundo os produtores, teria flexibilizado critérios de defesa agropecuária, permitindo a entrada do cacau importado sem a devida rigorosidade técnica. Castro criticou a alegação das indústrias de que não há cacau brasileiro suficiente, ressaltando a necessidade de assistência técnica e crédito para os produtores locais.
Em busca de uma coalizão mais ampla, Castro pretende colaborar com a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia, além de consórcios intermunicipais. O objetivo é levar a demanda de restrição à importação ao Governo Federal e ao Congresso Nacional, especialmente por meio da Frente Parlamentar da Agropecuária. A volatilidade do mercado, agravada pela concorrência com o cacau africano, reforça a urgência de ouvir as vozes do Sul da Bahia em Brasília, segundo o prefeito.

