O Ministério Público do Maranhão (MPMA) protocolou uma denúncia contra o prefeito de Turilândia, Paulo Curió, por supostamente liderar um esquema de corrupção que desviou R$ 56 milhões dos cofres públicos do município. O esquema envolvia a emissão e venda de notas fiscais frias por empresas que venceram licitações simuladas, gerando um prejuízo significativo aos cofres públicos. Curió e familiares teriam se apropriado de até 90% do montante desviado, enquanto as empresas ficavam com uma fração menor dos valores.
As investigações revelaram que parte do dinheiro desviado foi utilizada para custear despesas pessoais de Curió e de seus familiares, incluindo a faculdade da primeira-dama, que também foi denunciada. O MPMA denunciou ao todo 10 pessoas, além do prefeito, incluindo sua esposa e outros familiares, todos supostamente envolvidos na organização criminosa. A denúncia foi assinada pelo procurador-geral de Justiça, destacando a gravidade das acusações e o impacto no município.
A Operação Tântalo II, que resultou na prisão dos acusados, tem como objetivo desmantelar o que o MPMA descreve como um núcleo político e familiar que atuava para ocultar os valores ilícitos. O MPMA pede a condenação dos envolvidos por diversos crimes, incluindo organização criminosa e corrupção, além da restituição integral do montante desviado. O caso levanta sérias preocupações sobre a transparência e a ética na administração pública em Turilândia.

