Prefeitos baianos buscam soluções para altos cachês no São João

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

A disparidade nos cachês pagos a artistas durante o São João na Bahia gerou preocupações entre prefeitos estaduais, que se reuniram em 20 de janeiro na sede da União dos Municípios da Bahia, em Salvador. O presidente da UPB, Wilson Cardoso, destacou que a crescente elevação nos custos, impulsionada pela inflação, dificultou a realização dos festejos, levando à necessidade de critérios claros para contratações artísticas.

Os gestores discutiram a possibilidade de estabelecer uma tabela de valores para as contratações, a fim de evitar discrepâncias significativas entre os valores pagos por um mesmo artista em cidades vizinhas. Cardoso enfatizou que a situação atual, onde um município pode pagar R$ 600 mil por um artista enquanto outro paga R$ 400 mil, não é sustentável e precisa ser corrigida. A proposta inclui reuniões com o Ministério Público e o Tribunal de Contas dos Municípios para alinhar diretrizes que garantam transparência e equilíbrio fiscal.

As discussões visam não apenas a resolução imediata das disparidades, mas também a preservação de uma das tradições culturais mais importantes da Bahia e do Nordeste. O diálogo proposto pode resultar em mudanças significativas na forma como os festejos juninos são administrados, assegurando que os recursos públicos sejam utilizados de maneira mais eficiente e que a festividade mantenha sua relevância cultural e econômica na região.

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