O escritor László Krasznahorkai, laureado com o Prêmio Nobel de Literatura, expressou críticas severas ao governo do presidente Viktor Orbán, que comanda a Hungria desde 2010. Em uma entrevista concedida à emissora sueca SVT, Krasznahorkai, que atualmente reside fora do país, comparou a Hungria a uma mãe alcoólatra, manifestando seu amor e preocupação pela nação em meio ao descalabro político vigente.
Krasznahorkai não participou das celebrações em sua terra natal, Gyula, e focou suas críticas no controle exercido pelo governo sobre uma das maiores editoras do país. Essa intervenção governamental, segundo o autor e outros escritores, como Gergely Péterfy, tem resultado em uma drástica diminuição das oportunidades para autores húngaros, afetando a produção cultural do país.
As declarações de Krasznahorkai refletem um crescente sentimento de insatisfação entre intelectuais e artistas na Hungria, que temem pelo futuro da liberdade de expressão e da diversidade cultural sob o regime de Orbán. Essas críticas podem impulsionar um debate mais amplo sobre a situação política e cultural na Hungria, especialmente à medida que o país se aproxima de novas eleições.

