Em meio a uma onda de protestos que ocorre no Irã, o presidente Masoud Pezeshkian solicitou no dia 7 de janeiro que as forças de segurança se abstenham de usar força contra os manifestantes. Ele destacou a necessidade de distinguir entre aqueles que protestam pacificamente e os chamados “vândalos”, que têm sido responsáveis por atos de violência. A declaração foi feita durante uma reunião de gabinete, conforme relatado pelo vice-presidente Mohammad Jafar Ghaempanah.
Os protestos no Irã, que já duram 11 dias, foram desencadeados pela alta dos preços e pela desvalorização da moeda local. Relatos de organizações de direitos humanos indicam que as forças de segurança podem ter matado pelo menos 27 manifestantes, incluindo cinco menores. Enquanto isso, veículos de comunicação oficiais falam em 15 mortes, incluindo membros das forças de segurança e civis, o que sugere uma escalada da violência e uma crise de governança.
A solicitação de Pezeshkian por uma abordagem mais moderada sinaliza a preocupação do governo em não perder o controle da situação. Embora ele não seja a figura política mais proeminente do Irã, sua posição reforça a importância de uma resposta cautelosa diante do crescente descontentamento popular. O desenrolar dos eventos pode impactar significativamente a estabilidade do regime e a dinâmica política interna do país.

