Presidente iraniano pede moderação em resposta a protestos

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Em 7 de janeiro de 2026, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian ordenou às forças de segurança que não reprimam os protestos que ocorrem em todo o país. Ele destacou a necessidade de distinguir entre os manifestantes e os chamados ‘vândalos’, ressaltando que a resposta das autoridades deve ser cuidadosa. Esta determinação surge no décimo primeiro dia de uma onda de manifestações contra a crise econômica e a desvalorização da moeda.

O governo iraniano enfrenta pressão crescente, com relatos de pelo menos 27 mortes entre os manifestantes, conforme informado pela ONG Iran Human Rights. Apesar de Pezeshkian não ser a principal figura do governo, sua decisão reflete a preocupação com a repercussão das manifestações, que já atingiram mais de 45 cidades desde seu início em um mercado de telefones celulares. O vice-presidente Mohammad Jafar Ghaempanah reiterou que é essencial que as forças de segurança evitem confrontos diretos com os manifestantes pacíficos.

Além disso, a retórica internacional se intensificou, com ameaças do presidente americano em relação a possíveis intervenções no Irã e apoio do primeiro-ministro israelense aos protestos. A situação permanece volátil, e as declarações de autoridades militares ressaltam a determinação do governo em não tolerar ameaças externas. O desdobramento dessas manifestações poderá influenciar a estabilidade interna do Irã e suas relações no cenário internacional.

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