Durante o verão de 2026, um projeto artístico em Salvador, sob a liderança de Paulo Azeco, mantém uma programação intensa, desafiando a desaceleração usual do mercado de arte. Com foco em artistas marginalizados, a iniciativa promove exposições que destacam produções de grupos historicamente excluídos, como LGBTQIAPN+ e negros, em espaços tradicionais da cidade.
A curadoria, que inclui a nova sede do Zumvi e a Galeria da Cidade, apresenta obras que abordam temas como corpo, território e memória. A mostra inaugural do Zumvi, com curadoria de Luedi Lunna, reflete sobre as transformações de Salvador, enquanto a primeira exposição individual de Daniel Barreto explora questões sensíveis sob a orientação de Victor Gorgulho. Estas iniciativas buscam ampliar a visibilidade de artistas que raramente ocupam galerias e museus tradicionais, ainda marcados por restrições estéticas e sociais.
Além disso, a programação inclui a abertura de exposições como a de Marlon Amaro, que aborda o racismo estrutural, e a de Erick Peres no Museu de Arte Moderna da Bahia. Estas exposições não apenas fortalecem a presença de artistas marginalizados, mas também promovem um diálogo crucial sobre questões sociais e históricas, reafirmando a importância da arte como uma ferramenta de transformação e inclusão na sociedade.

