Em 22 de janeiro de 2026, o Movimento Brasil Livre (MBL) organizou uma manifestação em frente à sede do Banco Master, localizada na Avenida Faria Lima, em São Paulo. O protesto teve como alvo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, que atualmente é o relator do inquérito que investiga a instituição financeira e seu controlador, Daniel Vorcaro. Os manifestantes criticaram decisões recentes de Toffoli, alegando que suas ações comprometem a integridade do processo judicial em curso.
Durante o ato, os participantes cobriram a fachada do Banco Master com lonas plásticas e cercaram o prédio com tapumes. Cartazes exigindo a prisão de Toffoli e do banqueiro Vorcaro foram exibidos, enquanto gritos de apoio à mobilização ecoavam nas proximidades. O coordenador nacional do MBL, Renan Santos, declarou que as medidas adotadas pelo ministro atravessam limites éticos e pediu sua saída do caso, enfatizando o que considerou um absurdo jurídico.
As críticas à condução de Toffoli se intensificaram, especialmente após sua decisão de acolher o pedido da defesa de Vorcaro para que o inquérito fosse remetido ao STF. Juristas questionaram a competência do Supremo para analisar o caso, apontando a falta de fundamentos concretos. O desdobramento deste protesto e as recentes revelações sobre vínculos financeiros de Toffoli e sua família com o Banco Master reforçam a pressão sobre o ministro e podem impactar a confiança pública nas instituições judiciárias.

