Protestos em Caracas após captura de Nicolás Maduro por agentes dos EUA

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

No último sábado, 3 de janeiro de 2026, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por agentes dos Estados Unidos durante uma ação militar em Caracas, na Venezuela. Desde então, apoiadores do ex-presidente têm se mobilizado em protestos, exigindo a sua libertação e denunciando a intervenção como um ataque à soberania do país. As manifestações ocorreram em áreas próximas ao palácio presidencial, onde telões exibiam mensagens de apoio ao governo deposto.

Os protestos em Caracas revelam um clima de tensão e resistência entre os chavistas, que alegam que a ação dos EUA não é um incidente isolado, mas parte de uma estratégia contínua de agressão contra a Venezuela. As forças de segurança, incluindo grupos paramilitares alinhados ao chavismo, têm participado ativamente desses atos, reforçando a união em torno de Maduro. A vice-presidente Delcy Rodríguez, por sua vez, manifestou interesse em dialogar com o governo americano, apesar das críticas à intervenção militar.

Com a situação política em ebulição, a audiência de Maduro marcada para esta segunda-feira em Nova York se torna um ponto crucial para o futuro do país. A expectativa é que as manifestações em Caracas continuem a crescer, refletindo a polarização e a luta pela soberania nacional. O desfecho desse episódio poderá influenciar não apenas a política interna da Venezuela, mas também as relações externas com os Estados Unidos e outros países da região.

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