Na Venezuela, milhares de apoiadores de Nicolás Maduro tomaram as ruas de Caracas em uma demonstração de apoio ao ex-presidente e sua esposa, Cilia Flores, capturados por agentes dos Estados Unidos no último sábado (3). Os manifestantes consideram a ação uma violação da soberania nacional e exigem a libertação de Maduro, que enfrenta acusações de narcotráfico. As manifestações ocorreram nas proximidades do palácio presidencial, onde telões exibiam mensagens de apoio ao governo deposto.
Durante os protestos, representantes do chavismo, incluindo grupos de guerrilha, se juntaram aos manifestantes, clamando por respeito à liderança de Maduro. Em resposta à captura, a presidente interina Delcy Rodríguez expressou sua intenção de buscar uma relação colaborativa com os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que denunciou a invasão militar como uma apropriação ilegal dos recursos naturais venezuelanos. Essa dualidade nas reações reflete a tensão política interna e as complexas dinâmicas internacionais que cercam a Venezuela.
A captura de Maduro pode ter repercussões significativas na estabilidade do país e na política regional. Com o ex-presidente enfrentando um julgamento em Nova York, a situação permanece volátil, e as manifestações demonstram a divisão entre os que apoiam o governo chavista e aqueles que clamam por mudanças. O futuro da Venezuela dependerá, em grande parte, das reações tanto internas quanto externas à captura e aos desdobramentos políticos que se seguirão.

