Protestos na Dinamarca e Groenlândia contra ameaça de anexação por Trump

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

No último sábado, manifestantes na Dinamarca e na Groenlândia se mobilizaram contra a proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar a ilha do Ártico. Os protestos ocorreram em Copenhague e Nuuk, onde os participantes clamaram pela autodeterminação da Groenlândia, gritando slogans como ‘A Groenlândia não está à venda’ e ‘Tire as mãos da Groenlândia’. A manifestação em Copenhague atraiu um público considerável, com estimativas de mais de 20.000 pessoas, o que equivale à população total de Nuuk.

Trump justificou sua demanda ao afirmar que a Groenlândia é de importância estratégica para a segurança dos EUA e possui vastos recursos minerais. Em resposta ao clima de tensão, nações europeias enviaram reforços militares à ilha a pedido da Dinamarca, evidenciando a gravidade da situação. Os protestos na Groenlândia foram liderados pelo primeiro-ministro local, que também expressou apoio à soberania da ilha durante a marcha em direção ao consulado dos EUA.

Esse movimento popular não apenas destaca a resistência à anexação, mas também reflete a crescente preocupação com a influência dos EUA na região. As manifestações podem impactar as relações diplomáticas entre a Dinamarca, a Groenlândia e os Estados Unidos, além de acentuar a discussão sobre a autodeterminação e a defesa da soberania em um contexto geopolítico cada vez mais complexo.

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