O Irã vive um período de intensos protestos que ameaçam a estabilidade do regime, com manifestações iniciadas por descontentamentos econômicos como a inflação e a desvalorização da moeda. O descontentamento rapidamente evoluiu para um dos episódios mais desestabilizadores que o governo enfrentou nos últimos anos, com protestos atingindo mais de 180 cidades e vilarejos em todo o país.
A amplitude e a velocidade das manifestações têm alarmado as autoridades, revelando uma sociedade que, além de resistente, está cada vez mais disposta a desafiar abertamente a autoridade do líder supremo, Ali Khamenei, e a estrutura política. O atual clima de descontentamento vai além de demandas por reformas; os manifestantes estão rejeitando o sistema político como um todo, clamando por mudanças drásticas.
Esse cenário de agitação social traz à tona preocupações sobre a capacidade do regime de se manter no poder diante de tal descontentamento. As reações do governo, que incluem aumento da repressão e vigilância, podem refletir um reconhecimento da fragilidade do sistema, sugerindo que, embora o regime possa sobreviver, não o fará em sua forma atual.

