Em 9 de janeiro de 2026, o Irã presenciou grandes manifestações, especialmente em Teerã, impulsionadas pela crise econômica e pela desvalorização do rial. O governo, temendo a escalada dos protestos, impôs um bloqueio quase total da internet, medida que já foi utilizada em situações anteriores de agitação civil. Essa ação foi criticada por organizações de direitos humanos, que relataram um aumento no número de mortos e detenções, incluindo crianças.
O estopim dos protestos foi a crise econômica, com a inflação e o encarecimento de itens básicos pressionando a população. Inicialmente, os atos começaram no Grande Bazar de Teerã, mas rapidamente se espalharam por todo o país, abrangendo todas as 31 províncias. A jornalista e ativista iraniana Masih Alinejad comparou a situação ao colapso de regimes autoritários, enfatizando que o descontentamento vai além da economia e reflete uma demanda por mudanças políticas significativas.
A reação do governo tem sido ambígua, com líderes pedindo contenção, mas ao mesmo tempo respondendo com força letal contra os manifestantes. O impacto da crise interna já é sentido no mercado de petróleo, que reagiu às tensões no país. Especialistas alertam que a instabilidade no Irã pode influenciar a segurança regional e a economia global, aumentando a pressão sobre o regime.

