A partir de 8 de janeiro de 2026, os protestos anti-regime no Irã, que começaram no final de dezembro, se espalharam por todo o país, resultando em pelo menos 45 mortes confirmadas. Nos dias que se seguiram, o governo iniciou uma repressão brutal, com estimativas indicando mais de 5.000 mortos entre os manifestantes. O clima de tensão e violência tomou conta das ruas, refletindo a gravidade da situação.
O relato de um cirurgião que atuou em zonas de desastre descreve a cena aterrorizante nos hospitais de Teerã, onde a emergência se tornou uma rotina diária. A transformação do ambiente urbano, marcada por sangue nas calçadas e gritos de socorro, ilustra a intensidade da repressão estatal. Profissionais de saúde enfrentam desafios imensos, lidando com um influxo de feridos severamente afetados pela violência das forças de segurança.
As implicações desse contexto vão além das perdas imediatas, afetando o futuro do país e suas instituições. A repressão violenta pode resultar em um aumento da oposição ao regime, potencializando a insatisfação popular. À medida que a situação evolui, o papel da comunidade internacional e a resposta a essa crise humanitária se tornam questões cruciais a serem observadas.

